Instrumentos de Sopro de Metal

25/08/2020

Os instrumentos de sopro são muito antigos e provavelmente surgiram quando os homens primitivos sopraram ossos e bambus e descobriram que podiam produzir sons. Com o passar do tempo estes instrumentos foram se desenvolvendo e passaram a ser divididos em duas categorias: os de madeira e os de metal. No entanto, não é o material com que o instrumento é construído que determina sua classificação, mas a forma como o som é produzido.

Diferente dos instrumentos de madeira, que utilizam palhetas para mover o ar dentro do instrumento, os instrumentistas de metal utilizam uma fonte orgânica de vibração: os lábios. A vibração destes tocando o bocal ativa a coluna de ar que se encontra dentro do instrumento, produzindo o som. São construídos em metal ou compostos por ligas metálicas e possuem uma sonoridade muito potente. Atualmente também já são encontrados instrumentos construídos de plástico ou outro material sintético.

Referências antigas relatam sobre instrumentos que precederam o trompete na antiguidade. Eles tinham um formato parecido com um megafone e tinham a função de avisar sobre a chegada dos inimigos, sinalizar incêndios, depois acompanhando batalhas militares, até assumirem uma função religiosa, tocados em ritos e cerimônias. Foram encontrados exemplares na tumba do faraó Tutankamon.

James Tappern foi o único a gravar tocando os trompetes de Tutankamon.


Trompete persa primitivo, da dinastia Aquemênida, fabricado em bronze. Encontra-se no museu de Persépolis (Irã).

Os trompetes eram retos e com o desenvolvimento da técnica para curvar o metal, eles começaram a ser dobrados/enrolados sobre si mesmos, reduzindo o seu tamanho, porém a sua execução ainda se limitava à série harmônica.

Série harmônica de um trompete


Com o passar do tempo, o trompete foi ganhando mais status e os compositores sentiram uma necessidade de aumentar a possibilidade da produção de sons. Em 1818, o alemão Heinrich Stölzel patenteou um sistema de válvulas que deixou o trompete totalmente cromático. Em 1839, na França, Périnet inventou os pistões. Estas invenções foram um marco na evolução dos instrumentos de metal, porém ainda levou algum tempo até a solução dos problemas físicos e acústicos causados pela quebra da coluna de ar. Depois de várias tentativas, o tubo liso ganhou chaves, tubos adicionais, roscas, rotores, válvulas e pistões.


Parte da Escala cromática passível de execução no trompete


A maioria dos trompetes possui três válvulas que acionadas de forma combinada ou individualmente liberam a passagem de ar para tubos adicionais acoplados ao tubo principal, tornando-o mais longo e consequentemente produzindo um som mais grave. Toda a evolução do mecanismo do trompete ajudou na evolução dos demais instrumentos de sopro. A maioria deles também usa o princípio das válvulas. Uma exceção é o trombone de vara, que evoluiu do trompete de vara. Sua construção possui uma válvula móvel (vara), que, deslizada, altera o tamanho do tubo, mudando a altura da nota e possibilitando a execução cromática.


Os mais importantes representantes do grupo de metais são trompa, trompete, trombone e tuba.


Na Fundação Cultural Suábio-Brasileira, a comunidade tem a oportunidade de aprender a tocar vários instrumentos, inclusive da família dos metais. Oferecemos aulas de trompete, Tenorhorn (eufônio), trombone e Tuba.

Márcia Klann Milla


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